P. J. Ribeiro – brevidade e ironia

P. J. Ribeiro – brevidade e ironia

P. J. Ribeiro é um escritor irreverente. Por isso, se ele diz que seus poemas são educados, desconfie. Há sempre mais a ser lido em seus breves versos do que pode inicialmente parecer:

 

Câmara de Vereadores

Câmeras nos Elevadores.

 

Brevidade e ironia são os ingredientes do escritor para recontar a vida que é tão acre, às vezes, tão ferina quanto alguns de seus versos, diretos na exposição da dureza do existir (como ser educado a partir dessa gênese?), mas guardando sempre, nas dobras de seus questionamentos (“Afinal, amar é débito/ ou crédito?”), momentos de inesperado lirismo:

 

Céu embaçado

Nuvens carregadas de significados

Luz fugidia

Paisagem de prata.

 

 

 O livro

 

              O Autor,  P. J. Ribeiro

 

A brevidade que caracteriza o autor pode ser encontrada também em seus minicontos, que são realmente muito curtos, às vezes com pouquíssimas linhas, mas que, apesar disso, focalizam a natureza humana em seus conflitos diante do amor, do erotismo, da finitude e de outras inquietações que permeiam nossa existência neste mundo. Apesar da densidade temática, sua linguagem é extremamente simples e seu tom é sempre irônico e provocador –  já que a própria existência é quase sempre uma provocação – o que convoca o leitor a um novo olhar sobre tudo aquilo que o rodeia.

 

Beijo&Carinho,

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Crédito da imagem em destaque, aqui.



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