Sobre coerência e coesão

Sobre coerência e coesão

Se você observar bem, leitura e produção de textos são assuntos que se entrelaçam. É preciso ler muito a fim de melhorar sua capacidade de interpretar textos e de aprimorar sua própria produção escrita. Os textos se relacionam entre si, constituindo o que chamamos de intertextualidade, e quanto mais conhecemos os textos já escritos, mais chances temos de entender os textos atuais que retomam escritos antigos, quase sempre clássicos, e de melhorar a qualidade de nossos próprios textos com citações de textos basilares da cultura em que estamos inseridos. Para que nos expressemos bem por escrito é essencial que nossos textos se expressem de forma coerente e coesa, o que facilita a leitura, que se torna fluida, fácil. Semelhantemente, quanto mais coeso for o texto que estamos lendo, mais fácil será nosso entendimento dele. Uma pontuação bem colocada é imprescindível para a clareza e coesão de um texto, ao passo que uma pequena vírgula, mal colocada, pode destruir a coerência e a coesão de um texto inteiro. A vida nos coloca o tempo todo, em relação aos textos, nos papéis de leitores e autores, pois estamos inseridos num universo em que a comunicação se dá o tempo todo, através de variados canais. Seja como leitores ou como autores, estamos às voltas com as intenções do texto: com que finalidade ele foi escrito (ou vamos escrevê-lo)? Como podemos entendê-lo (ou construí-lo) a partir de nossa experiência de vida e de escrita? A intencionalidade do texto imprime funções à língua e conhecê-las bem torna melhores tanto o nosso entendimento do texto, que parte de determinadas estratégias de ação para a construção de sentido (pois todo texto é uma espécie de diálogo entre quem escreve e quem lê), quanto a nossa própria criação, quando a vida nos exige que escrevamos.

Intencionalmente, todo o texto acima foi colocado em apenas um parágrafo a fim de deixar claro para você que todos esses assuntos se inter-relacionam e são todos essenciais para o seu sucesso ao ler ou escrever.

Ao citar aqui as noções de coerência e coesão, estou procurando apontar a inter-relação entre esses assuntos e, ao mesmo tempo, imprimindo coesão ao meu próprio discurso, uma vez que a coesão está na organização das palavras, frases e parágrafos, através de determinados recursos linguísticos, como os conectivos, de tal modo que as ideias todas se encaixem e formem um conteúdo lógico e coerente, como se um fio invisível percorresse toda a extensão do texto amarrando uma a uma as ideias e formando um todo harmonioso e perfeito.

Embora existam textos coerentes que não contém coesão – e vice-versa – o ideal é que o texto que vamos criar tenha coerência e coesão a fim de que a mensagem que queremos compartilhar seja adequadamente compreendida.

Assim como cada sílaba se une à outra a fim de constituir uma palavra, as palavras devem se relacionar harmonicamente dentro da frase e cada frase estar relacionada à outra dentro do parágrafo e cada parágrafo estar ligado ao outro para compor o texto. Para isso usamos palavras e expressões como “este”, “esse”, “aquele”, “primeiro”, “segundo”, “último”, “assim”, “em razão disso”, “muito embora”, “apesar disso”, “a fim de”, “portanto”, etc. (SAYEG-SIQUEIRA, 1990, p. 41-52.

É imprescindível que você compreenda isso para continuar vivendo digerir outros textos sobre leitura e escrita e tenha maior sucesso ao interpretar ou produzir textos.

 

Referência bibliográfica: 

SAYEG-SIQUEIRA, João Hilton. O texto: movimentos de leitura, táticas de produção, critérios de avaliação. 4ª. ed. São Paulo: Selinunte, 1990.

Credito da imagem, aqui.

 

Beijo&Carinho,

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