A verdadeira história do Natal

A verdadeira história do Natal
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Embora ela estivesse prestes a dar à luz, eles se puseram a caminho de Belém porque um decreto exigia que todos os cidadãos se cadastrassem em sua cidade de origem.

Era noite e Maria já sentia as dores do parto, mas a cidade estava cheia de peregrinos e o casal não encontrou quarto disponível na estalagem. O dono do lugar, condoído pela situação de Maria, ofereceu-lhes a estrebaria para passarem a noite. Ali, em meio aos animais pertencentes aos hóspedes da estalagem, Jesus nasceu. Sua mãe o envolveu em panos e o colocou numa manjedoura.

Maria devia ser muito jovem, pois embora estivesse casada com José eles ainda não haviam mantido relações sexuais. Aquela gravidez era um mistério divino e fora anunciada a ela por um anjo. Ela se assustara, mas ouvida a explicação do anjo, rendera-se à vontade de Deus.

Ao perceber a gravidez de Maria, seu marido pensara em abandoná-la; advertido, porém, em sonhos, para que não o fizesse, pois o que nela estava a ser gerado era fruto do Espírito Santo de Deus, José, ao acordar, fez o que o anjo lhe ordenara no sonho e colocou no menino o nome de Jesus – indicação do anjo que apontava a missão com que o menino santo nascia: salvar o povo de seus pecados.

Não, provavelmente não era dezembro. Devia ser verão no hemisfério norte, pois pastores perambulavam à noite com seus rebanhos e testemunharam um coral festivo de anjos e o brilho intenso de certa estrela que iluminava um caminho que resolveram seguir e que acabou levando-os até à estrebaria em que se refugiavam José, Maria e o bebê.

Sábios do Oriente – estudiosos do céu e de antigas profecias –seguiram também a estrela e levaram presentes para o menino…

… a história continua… e é linda! Parece fábula, invenção? Mas não é. O menino marcou tão fortemente a História que a dividiu em antes e depois Dele e o mundo pára a fim de comemorar a data escolhida como a de seu nascimento.

Deve ser triste para quem não crê comemorar uma data na qual não vê sentido. Deve ser triste comemorar uma data sem saber bem o que se comemora.  Por isso, entre os símbolos natalinos, gosto muito do presépio, que retoma essa história (a palavra presépio a significar, segundo o Aurélio, a estrebaria em que Jesus nasceu) e penso que ela deve ser contada aos nossos filhos (e netos) antes que para eles o Natal passe a significar apenas uma data para ganhar presentes.

A troca de presentes só tem sentido como extensão da felicidade de quem se reconhece salvo do pecado (e da morte eterna) através do sacrifício que anos mais tarde o homem Jesus faria ao morrer, sem culpa, no lugar em que deveriam morrer os pecadores como eu.

Parece muita ficção para você? Eu o(a) respeito, mas em nome da coerência, por favor, não comemore o Natal, pois é exatamente dessa história que ele trata.

Parece um conto de fadas (no caso, de anjos)? Pois eu creio nele de todo coração e, menino, esse coração se alegra com a história e com as figurinhas dos presépios.

Jesus talvez pensasse nos céticos – que pensariam ser invenção a Sua história – quando disse que é preciso ser como criança para entrar no reino de Deus (Marcos 10:15). Por isso eu desejo – com o meu coração menino – que o seu Natal seja verdadeiro e que – como criança – você simplesmente creia!

 

Beijo&Carinho,

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Observação: Este texto já foi publicado duas vezes aqui, em 2012 e 2014, sob os títulos “15 presépios encantadores e a verdadeira história do Natal” e “A verdadeira história de Natal e outros presépios encantadores”.

Quer ler por si mesmo(a) a história? Ela está registrada na Bíblia em: Mateus 1:18-25; Mateus 2:1-21; Lucas 1:5-56; Lucas 2:1-20.

 

 



6 thoughts on “A verdadeira história do Natal”

  • Bem, Jussara, eu sou uma das que não acredito nessa redenção da Humanidade, embora seja a primeira a reconhecer a importância histórica e civilizacional da Jesus. O Natal é uma oportunidade para juntar a família e, embora não faça troca de prendas, acho que é um momento de reflexão sobre a bondade ao próximo.
    Admiro profundamente quem, como você, tem a coragem de acreditar num mundo cada vez mais céptico e secularizado
    Aproveito para agradecer a sua companhia ao longo de 2016 e desejar um Feliz Ano Novo, com muita saúde e alegrias.
    Abraço
    Ruthia d'O Berço do Mundo

    • Creio também que seja um momento propício para reflexão. Particularmente não gosto das comemorações. Há muito consumismo envolvido e não aprecio isso.
      Não vejo sentido nenhum no mundo sem crer, Ruthia, por isso acredito. Eu lhe desejo também um ano lindo, cheio de saúde, alegrias e muitas viagens lindas para compartilhar conosco.
      Abração!

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