Como fazer uma dissertação

Como fazer uma dissertação

Apesar de todos nós dissertarmos o tempo todo – quando comentamos a situação político-econômica do país, a guerra na Síria, a proximidade da Copa do Mundo e os últimos lançamentos da Netflix – fazemos isso com naturalidade, oralmente, expondo nossa opinião pessoal e ponto de vista sobre determinado assunto. Em alguns casos, precisamos persuadir aos que nos ouvem a fim de que concordem com o nosso modo de pensar e, então, argumentamos, apresentamos ideias e fatos que comprovem nossa linha de pensamento, não é assim?

Por outro lado, quando se torna necessário que registremos por escrito a nossa opinião (no caso de respostas dissertativas numa prova, no ENEM, no ENADE ou num concurso, essa naturalidade se esvai e sentimos dificuldade. Por quê? São três os motivos:

  • Porque não dominamos o assunto – o que revela o quão deficiente é nossa vida de leitura;
  • Porque não conhecemos a estrutura dissertativa ou a enxergamos como inimiga e não como aliada;
  • Porque não treinamos nossa escrita e, assim, os recursos básicos da língua nos são estranhos, o que seria evitado se treinássemos (como sugeri deste o início deste curso) escrevendo um ou dois parágrafos por dia.

O que faremos a seguir, portanto, é refletir sobre as bases com que se monta um texto dissertativo por escrito, mas ressaltamos que de nada adiantará se munir deste material se você não começar a ler e a escrever diariamente. Acredite: é a sua prática de leitura e escrita que fará diferença em sua vida. As melhores escolas apenas apontam o caminho (o que estou fazendo através desta publicação), mas é você que deve trilhá-lo. Leia um artigo de jornal e o resuma; leia um capítulo de livro e escreva um parágrafo levantando pontos positivos e/ou negativos a respeito do que leu; leia poesia; leia de novo, se não entendeu, escreva um parágrafo para si mesmo(a) sobre o que entendeu dos versos. Observe a pontuação utilizada pelo autor, as conjunções que fazem ligação entre palavras e frases, como um parágrafo se encadeia ao outro. Observe e escreva. Isto, como já disse lá atrás (LINKAR), não é uma opção: é uma exigência da vida profissional (independente de qual seja seu curso, sua área) e uma necessidade pessoal.

 

A DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA

Pode-se dizer que toda dissertação é, por natureza, argumentativa, pois existe a fim de fundamentar um ponto de vista: a opinião do autor sobre o assunto sobre o qual ele… argumenta. Com o objetivo de enfatizarem a necessidade do argumento como essencial à estrutura dissertativa, vestibulares e concursos passaram a chamar a redação dissertativa de “dissertação argumentativa”, assustando estudantes e “concurseiros” como se estivessem cobrando uma coisa nova e ainda desconhecida.

 

A Argumentação

“Todo o texto argumentativo possui uma tese”, afirmam Köche, Boff e Pavani (2015, p. 68). Esta “consiste na posição ideológica ou na conclusão geral a que se chega quando se defende uma questão. É uma afirmação que o sujeito apresenta para a aprovação do interlocutor”.

Argumentar, conforme explica Abreu (ABREU apud KÖCHE et al., p. 67), é convencer, isto é, “vencer junto com o outro, caminhando ao seu lado, utilizando as técnicas argumentativas com ética. É também motivar o outro a fazer o que se quer, mas deixando que ele faça isso com autonomia, a partir de sua própria escolha”.

Na concepção de Koch (KOCH apud KÖCHE et al., p. 67), a argumentação é a atividade que estrutura o discurso, pois é através das articulações argumentativas, que encadeiam enunciados e parágrafos, de forma progressiva, seguindo um raciocínio lógico, que o enunciador do discurso (o autor do texto) mostra seu pensamento e o texto passa a existir.

Para uma boa argumentação, o produtor de um texto pode utilizar diferentes tipos de argumentos. O mais importantes são apresentados abaixo.

 

Tipos de Argumento 

  • Argumento de autoridade: citação de escritores renomados e de autoridades dos mais diversos campos do saber (filósofos, cientistas, educadores, etc.), que validem a opinião que se quer expressar (“conforme Rubem Alves…”, “de acordo com Paulo Freire…”, “Fernando Pessoa diz…”);
  • Argumento baseado no consenso: utilização de ideias “evidentes por si mesmas ou universalmente aceitas como válidas”, segundo explicam Köche, Boff e Pavani.
  • Argumento baseado em provas concretas: apoia-se em evidências que comprovam a validade daquilo que se afirma, como dados estatísticos, relatos, exemplos e ilustrações.
  • Argumento da competência linguística: “uso da linguagem adequada à situação de interlocução” (KÖCH et al., 2015, p. 71), o que é essencial para a integração ao universo do outro. Explico: se você está argumentando com o seu jardineiro sobre como deve podar as roseiras, vai usar uma linguagem que possa ser compreendida por ele, pois, nesse caso, de nada adiantarão termos técnicos e científicos. No caso de uma redação argumentativa, a linguagem adequada é sempre a linguagem culta, padrão, na qual não se diz “fazem dez anos”, mas “faz dez anos” (o verbo fazer, no sentido de tempo decorrido, é sempre invariável), nem se iniciam frases com pronome obliquo (“Me dê uma oportunidade” – “Dê-me uma oportunidade” e uma infinidade de outros detalhes da língua que, se você ainda não domina, está mais que na hora de dominar).

 

Como argumentar? 

Dado o tema da redação, pergunte-se: “Por que isso?”, “O que eu sei a respeito disso?”, Qual é a importância disso?”, “Quais as causas disso?” “Quais as consequências disso?”, “Como isso acontece?”. Anote as ideias que irão lhe ocorrer e utilize-as como argumentos em seu texto.

Obviamente, se você se lembrar do que disse algum escritor famoso a respeito do tema – ou filósofo, ou cientista, etc. – seu texto ganhará credibilidade (argumento de autoridade). Se conseguir se expressar sem erros e apresentar ideias pertinentes a respeito do assunto, ponto para você.

  • Sobre anotar as ideias que irão lhe ocorrer: Embora desprezado por muitos estudantes, este momento (chamado de planejamento ou de fluxo de ideias) de anotar as ideias é imprescindível. Antes de começar a escrever, anote tudo o que lhe ocorrer a respeito do assunto: acontecimentos que são do conhecimento geral, informações, dados, etc. Não é preciso, nessa altura, escrever frases, muito menos se preocupar em escrevê-las corretamente. Anote palavras e frases curtas que poderão lembrá-lo(a) do que é importante citar. Depois, ao redigir o rascunho, é que você deve se preocupar com a correção da linguagem e com a estrutura do texto dissertativo. Pronto o rascunho, leia-o, consertando o necessário, e só então passe a limpo.

 

DELIMITAÇÃO DO TEMA E ESCOLHA DO TÍTULO

Se o tema sugerido para a redação for muito abrangente, dificilmente você poderá discorrer sobre ele com propriedade. Escolha, portanto, um viés (um aspecto) a partir do qual você poderá escrever. Ex.: “A cultura do café” pode se transformar, em sua redação, em “A cultura do café no sul de Minas”. Para que isso aconteça, entretanto, é preciso, na introdução, deixar claro essa delimitação. Ex.: “Muito se tem refletido e escrito a respeito da cultura do café, dada a importância econômica desse produto no contexto mundial, etc., etc. No que diz respeito ao sul de Minas, porém, observa-se que…” – e assim o texto pode continuar sob um aspecto que você domine.

Quanto à escolha do título, as opiniões se dividem. Nem sempre ele é obrigatório, então há professores que recomendam, nesse caso, que você não dê um título ao que escreveu, ao passo que outros aconselham a criação de um título mesmo sem haver obrigatoriedade. A questão é que a escolha de um título é mais difícil do que parece, pois ele precisa, de certo modo, englobar tudo aquilo sobre o que você falou na redação, sem deixar de ser objetivo. Como você já tem muito com o que se ocupar nesse momento, ter que se preocupar com o título é um fator estressante a mais, o que explica que alguns recomendem que, caso não seja obrigatório, o melhor é não fazer.  Aqueles, entretanto, que recomendam a escolha de um título, mesmo que ele não seja solicitado no enunciado da redação, partem do pressuposto de que a pessoa que o cria demonstra segurança sobre o que vai apresentar, despertando (espera-se que favoravelmente), o interesse do leitor.

As duas vertentes têm suas razões e você, ao se defrontar com essa situação, deverá escolher o caminho a seguir. Eu escolheria colocar um título e se você também pensa que o ideal seria empregá-lo, minha sugestão é que deixe essa tarefa para o final, quando a redação já estiver pronta, pois o indicado é criá-lo a partir da conclusão. Mas fique esperto(a): se o título é opcional e você tem um “na manga”, muito bom, use-o, mas lembre-se que é preferível deixar a redação sem um título a colocar um título ruim, mal construído.

 

A ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO

A dissertação tem uma forma fixa:

  • Introdução;
  • Desenvolvimento;
  • Conclusão.

Essa forma não serve apenas para deixar a redação mais complicada. Muito ao contrário disso. Ela é necessária em razão da lógica e da organização e, diferente do que se pensa, pode ser uma aliada de quem precisa escrever. Dado o tema, delimitado o assunto, anotadas as ideias a serem desenvolvidas, comece a escrever sabendo que deverá usar em torno de 5 linhas para a Introdução (numa redação de 30 linhas), 20 linhas para o desenvolvimento e 5 para a conclusão. Acredite-me: seguir estes passos e ter em mente o número de linhas que irá utilizar para cada parte da redação irá ajudá-lo(a) a escrever com mais segurança e rapidez.

 

A Introdução

Os professores de redação costumam orientar seus alunos a começarem a dissertação com uma frase de impacto – algo que capte a atenção do leitor. Pode ser a citação de uma frase importante, uma pergunta ou uma afirmação que demonstrem sua capacidade e coragem ao abordar o assunto (uma vez mais – e sempre – quanto mais você ler, mais preparado estará para isso).

A introdução deve ser breve e objetiva, adiantando o assunto que será desenvolvido na segunda parte.

Há dois defeitos a serem evitados nesse momento: não apresentar uma ideia que será desenvolvida a seguir ou, ao contrário, citar alguma coisa que não será desenvolvida na etapa seguinte. A coesão exige essa continuidade.

Exemplo:

Introdução – É do conhecimento geral que a atividade física regular traz benefícios para a saúde, razão para que cada dia mais as pessoas procurem por academias ou contratem um personal trainer.

Desenvolvimento – A busca por atividades físicas em academias se tornou mais evidente, no Brasil, nos últimos anos, em razão da maior expectativa de vida e da valorização do corpo, que permeia os espaços midiáticos.  Em busca de uma boa qualidade de vida é que as pessoas costumam contratar um personal trainer, que é um treinador pessoal, que acompanha o interessado em exercícios específicos, visando os objetivos buscados, etc, etc, etc.

Observe que a introdução coloca em pauta questões que o desenvolvimento irá ampliar. Esse é seu objetivo.

Imagine, porém, que para esse mesmo desenvolvimento a introdução fosse a seguinte:

Introdução:  É do conhecimento geral que a atividade física regular traz benefícios para a saúde, razão para que cada dia mais (assim como aumentou o interesse por viagens ao exterior) as pessoas procurem por academias.

Se o objetivo da redação for falar de saúde e condicionamento físico, mencionar o aumento de interesse por viagens ao exterior “estraga” a introdução, pois o desenvolvimento não deverá se ocupar desse item. Percebe? Um erro assim implica em falta de objetividade e de coesão.

Semelhantemente, o desenvolvimento deverá ampliar ideias apresentadas na introdução, mas jamais introduzir um assunto que não tenha sido adiantado na primeira parte da dissertação. Também assim com a conclusão, que deverá “amarrar” as ideias apresentadas, sem introduzir uma nova questão, pois se ainda há questões a serem acrescentadas, significa que o assunto ainda não acabou, sendo impossível, portanto, concluir.

Entendeu? É coeso o texto que vai evoluindo com lógica, cujas partes dialogam entre sim, se inter-relacionando com equilíbrio e coerência, um parágrafo se relacionando com o outro através de elos linguísticos de ligação, tais como: “Observa-se, portanto…”, “Como vimos…”, “Tendo em vista…” “A partir dessas considerações…”, etc.

A frase de abertura da introdução, tão importante para captar a atenção do leitor, vai depender do conhecimento daquele que irá redigir, de sua visão de mundo e de sua coragem para enfrentar o assunto. De modo geral, porém, inicia-se com frases como a que utilizei no exemplo acima (“É do conhecimento geral…”) – espécies de chaves para abrirem o assunto: “É indiscutível que…”, “Muito se discute a importância da…”, “Ao contrário do que se pensa…”, etc., etc.

O desenvolvimento

É a parte mais importante da dissertação. Numa redação de 30 linhas, deve ocupar pelo menos 20, razão para que seja considerado o “corpo” da dissertação. É no desenvolvimento que se ampliam, através dos argumentos, as ideias expostas na introdução, buscando-se defender o ponto de vista do autor a respeito do tema proposto.

Como acima adiantei, é um grave defeito apresentar nessa parte um tópico não anunciado na introdução, bem como deixar de ampliar uma ideia ali apresentada. Além disso, cada parágrafo do desenvolvimento deve estar ligado um ao outro, com expressões como “Nesse sentido…”, “Levando-se em consideração…”, “A partir daí…”, a fim de que as ideias fiquem encadeadas ao invés de parecerem descoladas umas das outras.

 

A conclusão

Como adiantei acima, a conclusão serve como arremate do texto, ocupando poucas linhas; em torno de 5, numa redação de 30 linhas. Ela deve ser objetiva ao retomar a ideia principal desenvolvida ao longo do texto e não apresentar ideias novas.

Elabore a sua conclusão de forma a ligá-la ao desenvolvimento, que a precedeu: “Levando-se em consideração esses aspectos, conclui-se que…”; “Tendo em vista os fatos mencionados, percebe-se que…”, etc., etc.

 

 ESQUEMA BÁSICO DA DISSERTAÇÃO

 

Introdução (início)

1º parágrafo: tema + argumento 1 + argumento 2

(+ argumento 3 – às vezes não é necessário)

Desenvolvimento (meio)

2º parágrafo: desenvolvimento do argumento 1

3º parágrafo: desenvolvimento do argumento 2

4º parágrafo: desenvolvimento do argumento 3

Conclusão (fim)

5º parágrafo: reafirmação do tema + observação final

 

Exemplo:

TÍTULO A VIOLÊNCIA CHEGOU ÀS CIDADES PEQUENAS
1º Parágrafo  Introdução Nas últimas décadas, houve um inquestionável aumento da violência no Brasil. Consequência de inúmeros problemas, como a falta de investimento em educação e de uma política de combate ao tráfico de drogas, a violência, que era comum nas grandes cidades, alastrou-se por todo o país, alcançando as cidades pequenas e as zonas rurais, que até bem pouco tempo costumavam manter abertas suas portas.
2º Parágrafo

Desenvolvimento Argumento 1

A falta de investimento em educação aparece como fator preponderante para o problema, pois os professores, mal remunerados e desestimulados, bem como as escolas sucateadas, resultam em educação de má qualidade que, além de não conquistar os jovens, permite a eles um tempo ocioso que resulta extremamente nocivo.
3º Parágrafo

Desenvolvimento Argumento 2

Atraídos pelas drogas, esses jovens acabam partindo para a prática de assaltos, com a finalidade de manterem seu vício, assim como, pelo mesmo motivo, são aliciados para o tráfico com a expectativa de ganho fácil.
Parágrafo

Desenvolvimento Argumento 3

Instalada, assim, essa triste realidade em todo o país e na falta de políticas públicas voltadas para a minimização desse problema, as cidades interioranas passaram a padecer do mesmo mal antes reservado aos grandes centros urbanos. Os jovens das cidades pequenas, também ociosos e atraídos para o crime, partiram, também, para a prática da violência, com a facilidade de encontrarem cidades despreparadas para o combate ao crime.
5º  Parágrafo Conclusão A situação é grave e a solução não parece fácil. Entretanto, um projeto que envolva todos os setores da sociedade, desde o cidadão comum até as autoridades constituídas, que abranja ONGs e associações de toda ordem, pode ser o início da resolução do problema. Urge estabelecer um plano diretor nesse sentido e, acima de tudo, criar uma política responsável de segurança pública comunitária. Talvez possa ser esse, enfim, o início da diminuição desse quadro atual, tão negativo.

 

Observe, no exemplo apresentado, que os parágrafos do desenvolvimento ampliam as ideias mencionadas na introdução: falta de investimento em educação, tráfico de drogas e a violência nas cidades interioranas. O primeiro parágrafo do desenvolvimento trata da má qualidade da educação no país e os dois seguintes abordam, respectivamente, a questão do tráfico de drogas e da violência nas cidades pequenas. Note que a violência nas cidades pequenas é o tema; foram usados portanto, apenas dois argumentos, desenvolvidos nos parágrafos 2 e 3. O 4º parágrafo amplia o próprio tema. A conclusão, retomando toda a problemática abordada, fecha a dissertação com uma pequena reflexão sobre o assunto e uma sugestão de resolução.

DICA: falar da enormidade do problema e da necessidade de envolvimento de todos os setores sociais é um grande “coringa” no momento de redigir uma dissertação para o ENADE ou para um concurso qualquer, pois dada a grandeza geográfica do Brasil, os problemas aqui encontrados são também enormes e não se resolvem apenas com o (des)interesse de nossos políticos.

 

A LINGUAGEM DA DISSERTAÇÃO

É possível dissertar em primeira pessoa (“considero urgente a conscientização desses segmentos sociais” ou “consideramos importante que toda a sociedade esteja desperta para o problema”); entretanto, a linguagem indireta costuma ser preferida por sugerir que mais pessoas concordam com o que estamos dizendo, adquirindo, desse modo, um tom de maior veracidade e universalidade. Assim sendo, prefira escrever “considera-se urgente a conscientização social”) e – importante – mantenha esse foco em todo o texto.

 

ASPECTOS CONSIDERADOS NA CORREÇÃO DE UMA DISSERTAÇÃO

  • Estético – A apresentação visual da redação: margem bem definida, caligrafia bonita, legível, ausência de rasuras, riscos e desenhos que poluam a página, limpeza.
  • Gramatical – Correção ortográfica, concordância verbal e nominal, crase, pontuação…
  • Estilístico – Ligação harmoniosa entre as frases e os parágrafos, de modo que a leitura siga fluida, sem tropeços (coesão) e, ao mesmo tempo, lógica interna do texto, que deve percorrê-lo do começo ao fim, evitando distorções e facilitando e entendimento (coerência).
  • Estrutural A dissertação deve seguir o esquema introdução-desenvolvimento-conclusão e manter-se dentro do tema proposto.

A redação e as questões dissertativas, servem, melhor que qualquer prova, para que a universidade/instituição, ou o(a) professor(a), avalie determinadas competências, tais como o domínio da norma culta da língua, conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a elaboração da argumentação, compreensão da proposta da redação e aplicação, para desenvolvê-la, de mecanismos de seleção, interpretação e organização, bem como a capacidade de elaboração de uma proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e à diversidade sociocultural.

Essas competências avaliadas, obviamente, variam conforme a Universidade/Instituição. O ENEM e o ENADE, por exemplo, modificam frequentemente os aspectos avaliados na(s) prova(s) dissertativa(s), mas de modo geral são as competências aqui citadas que você deve demonstrar ao escrever.

Estudar este material e compreendê-lo bem é muito importante para melhorar suas habilidades de leitura e escrita, porém isso de nada servirá se você não começar agora mesmo a treinar, lendo e escrevendo.

Eu lhe desejo êxito em sua caminhada: que você descubra o tipo de leitura que lhe dê prazer e que, lendo e praticando a escrita com resenhas e resumos, chegue ao ponto de sentir prazer também com o texto que criar. Que assim seja.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. 17ª. ed. Rio de Janeiro: FGV, 1996.

KÖCHE, V. S., BOFF, O. M. B., PAVANI, C. F. Prática textual: atividades de leitura e escrita. 11ª. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015.

SAYEG-SIQUEIRA, João Hilton. O texto: movimentos de leitura, táticas de produção, critérios de avaliação. 4ª. ed. São Paulo: Selinunte, 1990.

 

Beijo&Carinho,



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