Sobre “a medida do amor” e uns biscoitos deliciosos

Sobre “a medida do amor” e uns biscoitos deliciosos

Houve um tempo em que eu desejava intensamente saber qual a medida correta do amor a fim de amar com exatidão: nem de menos, nem demais, de modo a não sofrer sem necessidade ou para sofrer se preciso fosse.

Tempos depois compreendi que não existem medidas no amor e que este sempre surpreende pela capacidade de desdobramentos, de ir além do que pensávamos conseguir ou ser possível.

“Vem me fazer feliz porque eu te amo…”, mente a canção, pois a pessoa que ama é que de fato deseja intensamente fazer feliz a outra. E se como poetizou o apóstolo, o amor jamais acaba (I Coríntios 13:8), compreende-se que de desdobramento em desdobramento o amor caminha pela eternidade e pelo infinito, senhor absoluto de tempos e espaços, de si mesmo e daqueles a quem decide tocar.

Foi nesse tempo antigo, quando eu ainda buscava medidas, que nasceu este poema:

 

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Infelizmente não me lembro em que site descobri a receita dos “Biscoitos do Amor”, que ilustram este post (também não sei a razão de receberem esse nome), mas terei prazer em dar os créditos a quem reivindicá-los. O fato é que adaptei a receita ao meu modo e usei a técnica de abrir a massa entre dois plásticos como me ensinou a Marly, amante da culinária e verdadeira artista na apresentação de seus pratos. O coraçãozinho xadrez foi um mimo que recebi da Ana Krotz, primorosa artista dos tecidos, junto de uma das encomendas que lhe fiz.
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Beijo&Carinho,


45 thoughts on “Sobre “a medida do amor” e uns biscoitos deliciosos”

  • O conjunto amoroso
    em forma, sabor e poesia
    adorna a tarde morna,
    enfeita a hora do dia.
    Juntam-se amor e sabor
    no xadrez azul claro,
    em doçuras acompanhadas
    de um bom café coado.

    O mimoso post me inspirou nas trovinhas que brindam toda a magia de tuas lindas linhas, Jussara.
    Bom passeio.Paz e Bem!
    Bjos,
    Calu

  • Que lindo texto! Amei o seu poema, muito delicado! Realmente não existe medida certa para o amor, mesmo porque ora precisa-se amar mais e ora precisa-se amar menos, mas acredito que o amor se vier em excesso nunca é prejudicial.

  • Boa tarde Jussara..
    falar de amor é falar do único sentimento capaz de nos elevar..
    as vezes falamos com alegria outras tristeza.. mas dele somos feitos..
    eu como de costume contei as sílabas..
    encontrei quase todos vestidos em redondilhas maiores.. muito belas por sinal
    mas tem duas frase com apenas seis sílabas..
    os biscoitos devem ser bons demais.. eu gosto dos coloniais aqui..
    somos eu e meu cachorro. srsr
    ele quando passar para o estágio humano vai ser dono de uma fábrica de bolachas pq o que ele come não é mole não srrs
    bjs e até sempre

  • Dia do Poeta é quando o poeta quiser, aparecer a inspiração e o notebook ajudar! A sua presença é sempre motivo de alegria.
    Aproveito para lhe desejar um doce dia do poeta, pleno de amor, desmedido, e dizer que tem um pequeno mimo para si lá no blog.
    Beijinhos com saudades
    Ruthia d'O Berço do Mundo

    P.S. Esse seu poema é tão "Florbela"

  • Oi, Ju,

    Voltei, finalmente, após três semanas de boa vida, lá pelas bandas do nordeste, rsrs. E que boa surpresa foi ler este post!
    Concordo inteiramente com você, o amor não tem medida, pois ele se expande e pode adentrar mesmo a eternidade; amei
    o modo como você expressou tudo isso! Quanto aos biscoitos, lindos e com certeza muito saborosos, a receita é muito parecida com algumas que publiquei lá no blog, como a deste link, por exemplo (nozes):
    http://saborear-saboreandoavida.blogspot.com.br/2011/01/os-biscoitos-do-natal.html.
    De qualquer modo me senti muito lisonjeada com as suas palavras gentis, muito obrigada, querida!
    Ah, e as fotos deste posts ficaram muito delicadas e graciosas.

    Um beijo e bom fim de semana

  • Penso, minha amiga, que mesmo se tivesse, o amor, uma medida certa nós nunca a respeitaríamos. Faríamos como fazemos com as receitas culinárias: um pouquinho mais disso, um pouquinho menos daquilo…
    Já recebi o livro. Amei! Vou envia-lo a um sobrinho que vive por demais cercado das tecnologias modernas mas que saberá valorizar a dedicatória do autor para mim (um carinho sem medida!).
    A receita dos biscoitinhos está devidamente anotada e será experimentada breve. Obrigada!
    Um abraço!
    Egléa

  • Estou voltando depois de uma paragem de férias e deparo-me com este post maravilhoso. Adorei a relação entre os Biscoitos do Amor e qual a será a medida certa para o amor. Parece que a receita para os biscoitos não falhará, quanto ao amor nunca saberemos qual a verdadeira receita…:-)
    O teu poema é de excelência. Adorei!
    Também adorei as fotos. Ou seja, um post feito com muito amor!
    xx

  • Ju,

    Adorei o poema, lindo, lindo.
    Tenho uma menininha aqui a pedir que faça bolachinhas, com uns apetrechos de cozinha que ela ganhou. Vou me arriscar essa semana, e com sua receita. Ah, e a receita como imagem, ficou nota 1000, facilita prá gente levar.
    Besitos e tenha uma semana abençoada.

  • Quanto mais se fala do amor, mais há o que falar dele… infinito!
    E esse poema é lindo, como tudo que vc faz e escreve.
    Os biscoitinhos eu fico só olhando. Melhor nem arriscar a fazê-los… rsrsrs
    Beijos, querida, boa semana!

  • Jussara… o livro chegou.
    Obrigada a vc e também ao J.A. Ventura.
    Dia 08 de outubro morreu um amigo do meu filho e dia 22 perdi meu doquinho… outubro tá meio que pessado pra mim. a chegada do livro me fez muito bem. tava precisando mesmo de um carinho. bjus bjus muitos.

  • Olá Jussara,

    Fiquei com água na boca diante das imagens desse biscoito do amor. Parece delicioso.
    O seu poema é um encanto.
    Impossível mensurar o amor devido à magia que ele traz consigo. Imagine poder avaliar o amor de uma mãe. Quem seria capaz dessa proeza?
    Concordo com você quando desmente a canção. De fato, ama verdadeiramente quem deseja a felicidade do ser amado, ainda que a custo da própria felicidade.

    Ah… uma graça o coraçãozinho xadrez.

    Desejo-lhe boa viagem e breve regresso.

    Beijo.

  • Jussara, até deixo passar os biscoitos (rss), já que me delicio com sua forma de escrever. O poema traduz o que pretendeu, com grande beleza. Quem dera houvesse medida para os sentimentos! Eles são desequilibrados, embora fortuitos. Creio, porém, que não conseguimos viver sem amor, ainda que o ofereçamos sem retorno. Bjs.

  • Tudo que desejo é que o sol brilhe em sua vida
    todas as manhãs.
    Que somente coisas abençoadoras
    seja encontradas pelo caminho
    onde você passar.
    Bem sei nem tudo acontece segundo
    nossas vontades ser feliz é a meta de todos
    nós.
    Nem sempre devemos aceitar tudo,
    que surge nessa caminhada.
    A luta faz parte da vida
    cabe a nós semear boas sementes em nosso
    jardim mesmo entre as pedras,
    nascera flores perfumadas de esperança.
    Nessa mensagem desejo um feliz final de
    semana.
    Na postagem deixei um pouquinho
    daquilo que esta sendo escrito com
    cuidado e carinho.
    Meu próximo livro.
    Leia e comente quem sabe
    poderá ajudar colocar
    parte dos comentários em linhas futuras
    a ser escrita.
    Beijos e meu carinho.
    Jussara hoje vi como você é linda minha linda menina!!
    Com alegria levo a receita do amor .
    Fica com Deus.

  • Oi, Jussara! Tentando de novo,rsrs…Seu poema é lindo e faz pensar nas medidas da vida!
    Amei ver o coraçãozinho ilustrando o post, em companhia do biscoito "amoroso"…
    Já favoritei a receita, que me pareceu deliciosa.
    Beijinhos e lindo final de semana!
    Ana

  • Jussara,
    Deparei-me, logo no início do post, com algo que é o ponto de partida para a "grande" aventura: "Houve um tempo em que eu desejava intensamente saber qual a medida correta do amor a fim de amar com exatidão: nem de menos, nem demais, de modo a não sofrer sem necessidade ou para sofrer se preciso fosse."
    Bons tempos, esses, em que o desconhecido suscitava o recurso a fórmulas. Sem sucesso, como é óbvio, pois ainda estava longe a prova da vida real.
    Biscoitos de amor, ou outra receita do género, são a constatação de que o dito (amor) se forja no dia a dia, sem descanso, como se da coisa mais preciosa se tratasse. E trata. Então há que cuidá-lo, reinventá-lo, olhar para ele todos os dias. Capice?
    Venham de lá, então, esses biscoitinhos.
    Ao amor!

    Beijo 🙂

  • Ju,
    É mesmo, ninguém fala a medida do amor. Nunca sei se amo demais… Adorei o seu poema. Exatamente isso que queria, saber para não desperdiçar lágrimas a mais ou a menos. E amei mais ainda foi a receita do biscoito! Que delicia que deve ficar. Adorei as dicas de como abrir. Adoro o blog da Marly.
    Beijos
    Adriana

  • Jussara que delicadeza de texto! O poema é um dos mais lindos que já li. Na música o poeta também dizia:
    O que não tem medida, nem nunca terá
    O que não tem remédio, nem nunca terá
    O que não tem receita
    O que será que será
    Amei a simplicidade. bj Yvone

  • Hum, que fofos e que deliciosos devem ser esses biscoitos…
    me lembreu de uma mãe que uma vez lhe perguntaram como ela fazia pra "dividir" o amor entre os muitos filhos que ela tinha, então ela respondeu que não dividia, mas multiplicava! Nunca esqueci essa história, o amor não tem tamanho, dimensão, ele tem é que ser multiplicado, sempre! bjossss

  • Olá, Jussara. Vim agradecer a visita ao meu blog e encontrei um cantinho poético mineiro acolhedor. Amor, poesia e biscoitos, quem não quer? Já copiei a receita dos biscoitos, já me encantei com seu poema e quanto ao amor, realmente não há uma receita, a gente só aprende a amar amando. Abraços. Paz e Luz.

  • Jussara, que excelente ideia procurar pela medida do amor, seria perfeito poder amar na medida exata, nem a mais e nem a menos. Infelizmente não é possível, mas temos a recompensa de sermos presenteados com a receita adaptada de seus biscoitinhos. Obrigada. Abraços.

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