Uma colcha cheia de histórias

Uma colcha cheia de histórias

Capturada por um sioux lakota, numa campina do Nebraska, Jesse King se perguntava como iria se adaptar à vida entre os índios; mas como ela ora por uma fé sustentadora, descobre a misericórdia compassiva de Deus em sua amizade com uma índia e em seu amor pelo valente sioux, Cavalga o Vento.

Esse é apenas o principio da história. Publicado no Brasil em 1996 pela Editora Candeia, Caminhando nas Chamas é o primeiro livro de uma trilogia da autora americana Stephanie Grace Whitson. Os outros dois são Águia que Voa Alto e Pássaro Vermelho.

Ambientado no tempo da colonização dos E.U.A., Caminhando nas Chamas é uma narrativa extraordinária de uma pioneira que ama, sofre e triunfa em sua fé. Esse livro – que é uma linda e sensível história de amor, bem como uma aventura emocionante – conduz seu leitor de um carroção na campina a uma tenda indígena, de um forte na fronteira a uma cidade em crescimento.
Em meio às lutas de sua vida, Jesse King põe linhas coloridas na agulha, emenda retalhos de tecidos e borda. As figuras que desenha nessa colcha que vai acompanha-la pela vida toda representam experiências vividas, formam sua própria história: casinhas de madeira, árvores e celeiros representam sua vida antes do casamento; rodas largas simbolizam o carroção que a levou, junto do marido, para longe dos pais e de tudo que amava; tendas indígenas representam sua captura e a morte do marido… e daí por diante.
“Estes pontos têm segredos”, diz Jesse à filha, “e os retalhos podem contar histórias”.
Minha mãe e eu lemos a trilogia tão logo foi publicada no Brasil e nunca a esquecemos. De fato não é uma história para ser esquecida; além disso, como minha mãe ama patchwork, o detalhe de Jesse King emendar retalhos e neles bordar quadros de sua trajetória de vida atiçou nela o desejo de fazer algo parecido. Assim, de certo modo como a heroína de Caminhando nas Chamas, em meio às lutas de sua vida e como forma de sobreviver a elas, minha mãe começou a emendar retalhos e a elaborar quadros com eles de modo a compor cenários de uma vida bucólica e tranquila que, se não retratam sua vida agora, podem bem representar paisagens vistas na infância, ou simplesmente um lugar ideal para onde se deseja fugir quando o cenário real é desalentador.
Foi assim que nasceu esta colcha linda que minha filha ganhou no Natal:

  

 Colcha, almofada e tapetinho
 Almofada
 Os quadros que intercalam os retalhos
No adesivo em formato de coração que minha mãe usa para fechar os embrulhos de presentes que ela mesma cria está escrito: “Feito por mim”. Desta vez ela fez questão de corrigir o coração que passa a revelar que tudo foi “Feito com muito amor”.
Comentem, comentem, comentem… vou amar!

Não esqueçam de dar uma olhada nas regras para participar do Sorteio de dois livros e um kit para bordar da Clickfios: http://www.jussaraneves.com.br/2012/01/sorteio-2.html

Abraço!


35 thoughts on “Uma colcha cheia de histórias”

  • Jussara, sua postagem de hoje enterneceu-me o coração e fez marejar os olhos, pois a saudade da minha mãe (que já não está mais entre nós) se fez presente através das lembranças. Ela possuia o dom de trabalhar com as mãos muitas peças lindas, possuia uma habilidade incrível com o crochê, tapeçaria, pintura, etc., e tudo era feito também com muito amor.
    Simplesmente linda a colcha feita para sua filha. Nota-se não apenas a beleza, mas a delicadeza nos detalhes, a sensibilidade para o tema, bem como o tapete, almofada, quadros, tudo de muito bom gosto. Parabenize sua mãe e fala pra ela que, quem possui mãos assim tão privilegiadas para tanta coisa bonita, certamente tem o coração inundado de flores plantadas pelas mãos abençoadas de Deus.
    Uma alegria estar novamente aqui, usufruindo de sua hospitalidade, amiga.
    Fica um beijo no seu coração e mil sorrisos na sua alma.

  • Oi Jussara, é a Vi, pelo visto os livros foram mesmo uma inspiração para a colcha?
    Essa colcha é uma obra de arte e que deve passar para gerações futuras contando um historia de família.
    Sobre o livro Dewey, um gato entre livros, é muito bom, e por esses livros que você já leu, tenho certeza que você ira gostar.
    Beijos,Vi

  • Maravilhosa!!! Palavras não são suficientes para definir essa colcha feita com amor por sua mãe. Linda, linda demais mesmo, que mãos de fada que ela tem.

    Eu nunca li nenhum desses livros mas agora até q me deu vontade.

    Interessante q nós duas temos o mesmo potinho de mel. Ele é muito fofo, não é mesmo?

    Jussara, gostaria muito de participar o seu sorteio, mas fica difícil pra mim seguir uma das regras. Eu não posso + aceitar receber emails de feeds, pois já recebo tantas que fico estressada toda vez que abro minha caixa de emails. Espero q você entenda.

  • Oi Ju, bom dia linda flor!!!!
    Primeiramente venho agradecer o carinho que comentou sobre minhas coisinhas no blog da amada Ana Maria "Jeito de Casa", muito obrigada pelas palavras de carinho.
    Estou tentada a fazer um blog para mim, mas maridão tem que ajudar, o tempo é escasso, rsrsrs.
    Coloquei seu blog em meus favoritos,sempre que der estarei por aqui.
    A colcha é maravilhosa,uma verdadeira obra de arte.
    Bjins doces.
    Marcinha Rocha
    [email protected]

  • Olá Jussara!
    Eu tinha escrito um comentário bem legal para vc, mas meu computador acabou a bateria e eu perdi tudo! 🙁

    Bom, eu não li esses livros, mas me interessei pela história. Gosto de livros que nos fazem pensar e principalmente colocar algumas coisas em prática.

    A colcha da sua mãe é uma das mais lindas que já vi, principalmente porque tem história, e isso não tem preço.
    Dê meus parabéns a ela, ela é uma artista nata.

    Muito, muito obrigada pelo convite para participar do seu sorteio.
    Eu adoraria, mas infelizmente não posso seguir algumas das regras. Fica muito complicado para mim. Espero que compreenda e não fique chateada.

    Um beijo e uma ótima semana

  • Querida Jussara!
    Não imaginas como estas tuas doces e belas imagens e palavras fizeram tão bem ao meu coração! Fiquei simplesmente encantada com estes desenhos mágicos maravilhosos, frutos das mãos certamente de fada, da tua querida mãe… Tudo tão lindo,delicado e meigo! E não é engraçado como estas pequenas obras primas tocam de modo tão profundo na nossa alma? E na sua aparente simplicidade, contam estórias e revelam "pedras preciosas" de nossa memória? Retalhos,pequenos pedaços de pano e linhas que juntos tecem uma doce e suave cantiga na nossa emoção… Pura poesia!
    Por favor, minha amiga, dê um abraço bem grande,forte e afetuoso na tua mãezinha,por mim, e diga-lhe que ela hoje encantou os meus olhos e trouxe gotas de alegria para o meu coração!
    Também amei saber sobre esta linda trilogia de livros… Ainda não conhecia, mas deve ser realmente uma estória maravilhosa…Fiquei curiosa para ler!
    Um beijo grande e carinhoso pra ti, e parabéns por este post tão especial!
    Teresa
    ("Se essa lua fosse minha")

  • Jussara, estava com saudade de vim por aqui.
    Porém com boas justificativas! Passei o fim de semana doente, "inflamação na garganta", então estava de repouso, recebendo muitas paparicações da Filha e do Marido.
    Voltei a falar hoje, praticamente.
    Querida eu não li esses livro, mas já tocou meu coração.
    EU sou eternamente admiradora das artes feita a mão!
    Já falei o quanto amo o patchwork, que aqui chamamos de Fuxico!
    É uma arte de muito amor.
    Ainda não sei produzir peças, mais tenho muita determinação que irei aprender.
    Lindo e afetuosa cocha de cama, cheia de pequenos detalhes, que fazem toda a diferença.
    Desejo uma linda Semana, cheio de muita felicidade e AMOR.

  • Regina e Fabiana,
    Obrigada pelos elogios à colcha e ao talento da minha mãe para as artes.
    Muito bom tê-las aqui e saber que apreciaram o post!
    Quanto ao sorteio, claro que gostaria que participassem, mas entendo que por um motivo ou outro não possam. Qto à assinatura do Feed, não se preocupem pois não é uma das regras.
    Abraço!

  • Jussara, você é uma adaptação de Midas: em vez de ouro, tudo o que você toca com suas palavras vira POESIA. Sua postagem hoje levou meu pensamento a um dos textos de que mais gosto "A moça tecelã"; fica um acalento de que é possível fazermos uma vida bonita, "bordada" a nossa maneira.
    Ótima semana!

  • Que doçura em seu comentário, Teresa. contarei direitinho tudo o que vc disse à minha mãe. Ela vai adorar saber que você se emocionou com o trabalho dela.
    Muito obrigada pelo carinho. Se o post está especial, seu comentário também!
    Abraço!

  • Oi, Keilla!
    Menina, não há baixa auto-estima que resista a um comentário desses. Tudo que eu toco vira poesia? Ganhei meu dia! rs
    Coisa boaaa "ouvir" isso! Obrigada, de coração!
    Também amo o texto d'"A moça tecelã".
    O final do seu comentário está super poético. Amei a ideia de "bordar a vida".
    Abraço!

  • Ola,Jussara!
    Que maravilha…o meu sonho de consumo é este tipo de trabalho.
    Apesar de SEXagenária…estou aprendendo várias técnicas de bordado,pois nem que seja só a almofada,ainda vou realizar.
    Um beijo no seu coração.
    Nena

  • Jussa, seu post é de uma ternura…. Minha mãe, octogenária, borda toalhinhas, caminhos de mesa e outros que tais. Acho lindo quem tem paciência e talento para a arte de bordar. Pena que na minha família ninguém mais borde e receio que quando minha mãe se for, levará com ela sua arte.

  • Olá!
    Achei seu blog em uma busca na net pelos livros desta série.
    Li "Águia que voa alto" há uns 12 anos e tenho muita vontade de ler os outros, mas havia esquecido os nomes, para isso seu post foi útil e para muito mais!
    Também amo bordados! (mas não sei se me aventuraria em confeccionar uma colcha!!!) Fiquei encantada com seu blog, muito inspirador e reflexivo.
    Obrigada por compartilhar! Abraços, Daiani Valentini. (www.soseducadorcristao.com.br)

  • Jussara,nome de minha prima que mora em Bh, mas vamos falar de arte, Gente isso é uma obra de arte!!!! Que isso?? Sua mae tem as maos muito abençoada, que coisa mais linda. Já vi tanta coisa linda, mas essa é muito rica, muito amor mesmo, como uma boa mineira que sou nao posso deixar de apreciar essa colcha, que nem sei se pode ser chamado assim .Isso é uma obra de arte. Parabéns

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